terça-feira, 22 de novembro de 2011

O peito sem conflitos - Carlos González


Esse trecho eu retirei do livro Mi Niño No Me Come, que tá disponível pra baixar em espanhol aqui. Faz parte da série "Amamentação: o que sua mãe não te contou"
Se quiser pode copiar, mas coloca embaixo quem traduziu ;)


Um conselho muito claro
Como quase todos os problemas, os conflitos com as crianças em torno da comida são muito mais fáceis de prevenir do que de tratar. O título e o conteúdo deste livro dificilmente atraem a atenção das mulheres grávidas, ou dos pais de crianças pequenas que comem. A maioria dos meus leitores (ou deveria dizer leitoras?) serão mães desesperadas porque seu filho "não come" há meses.
Mas não perco a esperança. Na melhor hipótese você está grávida, ou seu filho ainda é pequeno, e este livro lhe foi emprestado ou recomendado por uma amiga ou cunhada que passou por ele. Ou talvez pensa em ter outro filho e gostaria de não ter que passar pelo mesmo.
Esta seção contém, portanto, alguns conselhos sobre como dar de comer ao seu filho sem que surjam conflitos.

Não obrigue seu filho a comer.
Não o obrigue jamais, por nenhum método, sob nenhuma circunstância, por nenhum motivo.
 Este conselho só ocupa duas linhas, e poderia você pensar que é pouca coisa pelo que pagou pelo livro. Assim, me extenderei um pouco mais. Entretando, todo o mais é acessório, se em algum momento se perder nas minhas divagações, volte a este conselho.

Confie no seu filho
Veltemos ao principal. Após nove meses de espera, tens por fim nos braços o seu bebê. Não se mova! Ainda que alguns tenham se empenhado em tentar te convencer do contrário, nos teus braços é o melhor lugar pra ele.
Para não ter conflitos desde o princípio, o principal é confiar em seu filho. Seu filho sabe se tem fome, o relógio não. A maioria dos bebês mamam entre oito e doze vezes ao dia, irregularmente destribuídas. Devem demorar em cada peito 15 a 20 min na primeiras semanas, enquanto aprendem, mas pelos quatro meses começam a mamar muito rápido, em 5 ou 7 min ou talvez menos. Isto é o que diz a maioria, sempre tem algum que bate record, por mais ou por menos. Se dá o peito quando ele pede e o deixa o tempo que quiser, seu filho sempre terá o leite que precisa.

O peito se dá em livre demanda
No outro capítulo explicamos porque. Lembrará que os bebês dificilmente mamam com um horário regular, porque é precisamente a variação do horário que os permite modificar a composição do leite para que se adapte às suas necessidades.
Dizem que nossa civilização tem medo da liberdade; e talvez por isso muita gente acaba não aceitando isso de amamentar a demanda (do bebê), e tenta colocar limites. O triste é que as vezes os colocam com tanta sutileza que parece que dizem o mesmo, mas não é o mesmo. Por exemplo, os seguintes erros típicos:
"Dá o peito à demanda, ou seja, nunca antes de duas horas e meia nem mais tarde do que quartro."
Isso não é livre demanda! Isso é um horário flexível, e menos rígido, mas não é livre demanda. Por que não vai poder mamar antes de duas horas e meia? Nunca lhe ocorreu de acabar de comer, encontrar uma amiga na rua e entrar em algum lugar pra tomar café? Ou por acaso você disse a sua amiga: "Tome seu café se quiser, que te farei companhia; mas é que só faz meia hora que comi, e não volto a comer até as cinco"?

"Nas primeiras semanas é recomendável dar o peito em livre demanda, mas logo seu filho entrará num ritmo próprio"
Nem todos os bebês tem um ritmo. E entre os que tem, muito poucos seguem o ritmo de marcha militar que a frase sugere (nem a cada duas horas, nem a cada três, nem quatro). É mais fácil que o ritmo escolhido seja o "chá chá chá": várias mamadas muito seguidas, outras mais espaçadas, alguma pausa mais longe... O ritmo da lactância se manifesta, quando existe, um dia sim, o outro não: se Laura começa a mamar muito seguido pelas manhãs e dormir uma boa soneca pela tarde, é provável que amanhã volte a fazer o mesmo. Mas também pode ser que se surpreenda, e isso é o bonito de ter filhos. São pessoas, não robôs.

"Procure ir espaçando entre cada mamada"
Isso tampouco é livre demanda. Porque tem gente tão obcecada em separar as mamadas? Se seu filho quer mamar, e você quer dar o peito, porque alguém tem que se meter a controlar? Há de lhe falar também entre beijo e beijo? Você gostaria que os espaçassem entre domingo e domingo, ou entre viagens e viagens? Talvez os empresários seriam muito felizes com um domingo a cada dez dias, pagando um salário a cada quarenta e três dias e dando um mês de férias a cada um ano e meio; mas nem lhes ocorre propor isso. Pois bem, seu filho responderia com a mesma indignação se pudesse falar e entendesse o que significa "espaçar as mamadas".

(continua)

Gente, o autor deixa bem claro o livro inteiro o quão prejudicial é dar chupetas e mamadeiras pras crianças.

Um comentário:

Claudia Reis Educação Fisica disse...

Olá. A maior parte das angústias das mães são os comentários. O Brasil tem uma população que não se atualiza e perde muito reproduzindo, repetindo, imitando...puro comodismo e preguiça. Vamos lá! Leiam! Os nossos filhos é uma nova geração, uma geração de mudanças e descobertas magníficas. Abraço.